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Você sabe o que é educação especial e inclusiva? Já pensou em trabalhar em uma área que tem o poder de transformar vidas? A educação de qualidade é garantida para todos por lei, mas existem muitos desafios que a educação especial enfrenta.

As pessoas com deficiência enfrentam desafios na sociedade o tempo todo e a educação deve ser transformadora para criar um mundo mais justo e igual para todos. É nessa premissa que se baseia a Educação Especial.

Neste artigo, a gente vai te mostrar um pouco sobre o que é a educação especial e inclusiva, quais os desafios que ela enfrenta. Vamos te mostrar um pouco sobre o cenário profissional e os salários destes profissionais, além de como se preparar para atuar nessa área.

educadora especial

O que é Educação Especial

De acordo com o artigo 58 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), nº 9394 de 20 de dezembro de 1996: “Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação.

Resumindo, é uma espécie de modelo de educação, implementado exclusivamente para pessoas com deficiência ou superdotação. Tem como objetivo atender as necessidades de cada indivíduo e facilitar o processo de aprendizagem desses alunos.

Esse modelo educacional, prevê a criação não só de um projeto pedagógico que dê conta de atender as necessidades de seus alunos, mas também toda a infraestrutura necessária para facilitar o acesso dos alunos com deficiência.

Diferença entre educação especial e educação inclusiva

A Educação Inclusiva não se trata da criação de espaços específicos e sim da adoção de uma postura e práticas educacionais, que como o próprio nome diz, servem para acabar com essa separação entre normais e deficientes e incluir a todos em um único espaço de aprendizado.

Já quando falamos em Educação Especial, falamos na criação de um espaço físico e na adoção de práticas pedagógicas específicas. E por mais que isso possa parecer o suficiente para que pessoas com deficiência tenham acesso à educação de qualidade, existem outras questões relacionadas à convivência e criação de uma sociedade apta a acolher essas pessoas.

Maria Teresa Eglér Mantoan, uma das maiores especialistas em Educação Inclusiva do Brasil e Coordenadora do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Diferença (LEPED), afirma:

“A educação é muito mais do que ensinar e aprender a fazer conta, ler e escrever. É formar para a vida pública. (...) Agora, que tipo de cidadania se está ensinando para essas pessoas quando elas estão em um espaço à parte? Que há uma cidadania para aqueles que são ‘normais’ e outra para aqueles que são ‘diferentes’?”.

Então, melhor do que ter uma educação especial é oferecer uma educação que seja inclusiva.

Importância da educação especial e inclusiva

De acordo com um levantamento realizado pela Unicef na América Latina, 70% das crianças com deficiência não frequentam a escola. Esse tipo de estatística alerta para um movimento de exclusão desses sujeitos a uma das etapas mais importantes de formação do cidadão, a vida escolar.

A educação pública é um direito de todos, assegurados por lei. E a educação especial e inclusiva faz que as pessoas com deficiência sejam integradas à escola. Facilitando assim, seus processos de socialização tal qual as pessoas sem deficiência.

Sendo assim, é necessário que se entenda que todas as pessoas são indivíduos únicos e que a única resposta para a educação, é que ela promova a equidade e não o preconceito.

Você conhece os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável? Eles são um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade.

Essa é uma iniciativa global, fruto da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) e a Educação Especial e Inclusiva se encaixa diretamente nas necessidades de dois Objetivos, o 4 - Educação de Qualidade e também o 10 - Redução das Desigualdades.

O mais importante quando se fala sobre a educação especial e educação inclusiva é reconhecer a existência das singularidades dos indivíduos. Uma educação inclusiva é importante para que os estudantes, com e sem deficiência, possam aprender a viver em sociedade, respeitando as diferenças e lutando por um mundo mais justo, com oportunidades para todos.

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Como é a educação especial e inclusiva no Brasil

A educação especial e inclusiva no Brasil, hoje, funciona de forma aliada. A lei determina que o ensino regular deve receber alunos com deficiência para que eles tenham o mesmo processo de ensino-aprendizagem de pessoas sem deficiência, mas existem Centros de Atendimento Educacional Especializado, que auxiliam nas necessidades de cada um.

Dessa forma, a Educação Especial e a educação Inclusiva agem em conjunto. As pessoas com deficiência seguem o currículo padrão, mas possuem todo o apoio que a Educação Especial consegue ofertar, seja com infraestrutura mais preparada, pois muitas vezes as escolas não possuem uma arquitetura que atenda as necessidades desses alunos, e também com práticas pedagógicas assertivas.

Adota-se então, uma pedagogia transversal entre a Escola Comum e as Escolas Especiais ou Centros de Atendimento Educacional Especializado. Isso está previsto pelo MEC através da Política Nacional de Educação Especial.

Pessoas atendidas pela educação especial e inclusiva

Existem certas práticas dentro da educação especial e inclusiva que buscam auxiliar o aluno com deficiência, de acordo com a sua necessidade e especificidade. Veja quem é atendido por esse modelo educacional e como é feito o trabalho com eles:

 

  • Deficiência Visual e Auditiva: é necessário que se ensine as linguagens e códigos específicos para cada um, respectivamente braile e LIBRAS.
  • Deficiência intelectual: a adoção de estratégias que auxiliem na comunicação desses alunos.
  • Deficiência física: adaptação dos conteúdos e principalmente do espaço, para que o aluno consiga se sentir pertencente e recebido.
  • Transtorno Global do Desenvolvimento (autismo): estratégias para adaptação e regulação do comportamento (método ABA, ou TEACCH).
  • Altas Habilidades: geralmente esses alunos necessitam de adaptação curricular, e/ou aceleração dos conteúdos.

Desafios da educação especial e inclusiva

Existem vários desafios que a educação especial e inclusiva enfrenta. Entre os maiores, hoje, se destacam a formação de profissionais para atuar nesse campo, que por mais que exista, é de certa forma negligenciado.

A maioria dos professores que atuam na rede de ensino declaram não estar preparados para atuar com pessoas com deficiência por mais que defendam a ideia do ensino transversal.

Por outro lado, os especialistas apontam que a preparação é um mito. Já que o que traz o preparo é a prática e o convívio com os alunos, pois cada um lida com o processo de educação de forma diferente e demanda necessidades diferentes. E a pessoa com deficiência não é diferente!

Outro grande problema é que a infraestrutura de escolas comuns, muitas vezes não atende as pessoas com deficiência. Dessa forma, essas pessoas são vetadas destes espaços, mesmo que tenham o direito de pertencer a eles.

Em um aspecto mais geral, é importante também descentralizar a questão. Não são apenas os professores que devem ser incumbidos de responsabilidade. As famílias e toda a sociedade deve se movimentar para que a educação especial e inclusiva funcione de maneira orgânica.

Na luta por uma sociedade que respeite a todos, é dever de todos lutar pela equidade e pelo acesso aos direitos.

Mercado de trabalho na educação especial e inclusiva

Quem se dedica ao campo da educação especial e inclusiva, geralmente atua na docência, tanto dedicando-se à educação de pessoas com deficiência, mas também pode atuar como aliado na preparação de professores para lidar com as necessidades dos alunos.

Como explicado anteriormente, existe falta de profissionais capacitados para atuar nessa área. Além disso, há uma maior consciência da importância da educação especial e inclusiva, fazendo com que se cresça o número de alunos matriculados. Assim, o mercado apresenta-se com boas oportunidades, diante de um mundo que está se transformando.

Os salários podem variar muito, dependendo da função exercida, localidade geográfica e porte da empresa de contratação. Segundo os dados do portal Salário.com.br , a média salarial de um Professor de Ensino Especial na Área de Deficiência Múltipla é de R$ 2.074,29, para uma jornada de trabalho de 30h semanais, com um teto salarial de R$ 4.083,48.

Mas dependendo da especificidade do aluno, os salários também podem variar, confira:

  • Professor de Estimulação da Língua Portuguesa Modalidade Oral (Ensino Especial) ganha em média R$ 2.310,28 e o teto salarial de R$ 4.509,00
  • Professor de Orientação e Mobilidade de Cegos ganha em média R$ 2.200,28 e o teto salarial de R$ 4.400,41
  • Professor de Braile ganha em média R$ 2.200,28 e o teto salarial de R$ 4.400,41
  • Professor de Alunos com Deficiência Física ganha em média R$ 1.751,29 e o teto salarial de R$ 3.274,94
  • Professor de Alunos com Deficiência Auditiva e Surdos ganha em média R$ 2.310,28 e o teto salarial de R$ 4.509,00

Como trabalhar na área da educação especial e inclusiva

Graduação de Educação Especial

Este é um curso superior relativamente novo e feito especialmente para preparar profissionais para essa demanda da nossa sociedade.

O curso possui uma grade geral que prepara estudantes para lidar com as especificidades que as pessoas com deficiência demandam. Quem estuda Educação Especial adquire as habilidades básicas necessárias para enfrentar todos os desafios da profissão.

Pós-graduação de educação especial

Como a graduação dá uma noção básica para lidar com todos os tipos de deficiência, é normal que muitos alunos se interessem por uma área específica e queiram continuar seus estudos. A pós-graduação também pode ser a escolha de quem já é formado e quer se preparar para atuar com educação inclusiva.

Uma especialização permite um maior aprofundamento nas questões e se você pretende trabalhar com um tipo específico de deficiência, é extremamente importante se manter atualizado.

Como é a graduação de Educação Especial a distância?

O Curso de Educação Especial da Unoesc é ofertado na modalidade semipresencial, ou seja, parte dos conteúdos é feito pela Plataforma Digital enquanto ainda existem encontros presenciais, enriquecendo o processo de ensino. Voltado para a área da Licenciatura, possui duração de 4 anos e quem escolhe estudar nessa área atua geralmente na prática docente.

 

Os conteúdos gerais são voltados à Pedagogia e Práticas Educacionais. Se você já tem uma formação em docência, o curso pode ser uma adição valiosa à seu currículo e abrir portas para novas oportunidades de trabalho.

Dentre as matérias de base da educação, destacam-se:

  • Ética, Cultura e Contemporaneidade;
  • Filosofia e Sociologia da Educação e Práticas Pedagógicas;
  • Práticas Pedagógicas: Investigação na Escola;
  • Teorias da Aprendizagem;
  • Prática Profissional;
  • Planejamento Curricular;
  • Avaliação dos Processos de Ensino e Aprendizagem

Esse currículo fornece toda a base para o educador estar preparado para programar, analisar e praticar todos os mecanismos de ensino necessário da profissão.

Já as matérias que dão conta das necessidades especiais dos alunos, destacam-se:

  • Libras;
  • Educação Especial e Ensino Inclusivo;
  • Tecnologias Assistivas e Acessibilidade;
  • Altas habilidades e superdotação;
  • Transtornos do Espectro Autista (TEA);
  • Braile;
  • Métodos de Abordagens do Ensino da Educação Inclusiva;
  • Deficiência Sensorial: Cegueira e Sudez
  • Deficiência Física;
  • Recursos Didáticos para Educação Especial e Inclusiva;
  • Deficiência Intelectual;
  • Fundamentos Neuropsicossociais.

Além disso, como o curso é voltado para a prática pedagógica, o Estágio faz parte do currículo, e nele, o aluno tem a chance de se inserir no mercado de trabalho, tendo ainda todo o apoio que a Unoesc pode oferecer ao aluno. O estágio é parte importante, pois é através dele que o aluno consegue aliar a teoria com a prática.

 

Perfil do profissional de educação especial e inclusiva

Um profissional que escolhe trabalhar com educação especial e inclusiva, precisa ser muito receptivo e versátil. Os desafios surgem conforme as necessidades dos seus alunos, mas é na prática que se manifesta a oportunidade de superar as dificuldades. O profissional dessa área tem que estar preparado para se adaptar constantemente aos seus alunos, pois as demandas de cada indivíduo são únicas, assim como cada sujeito.

A educação especial e inclusiva exige profissionais preparados, mas acima de tudo, humanizados, já que a educação é um dos processos de socialização do indivíduo.

Cabe ao profissional ter a delicadeza de perceber a sua importância em como cada pessoa vai lidar não só com os conteúdos didáticos, mas também, se relacionar com o ambiente e as pessoas que o cercam.

Educar é um ato de amor, mas também é um ato de cidadania, inclusão social e respeito.

Assim, lutar por educação especial e inclusiva é lutar por uma sociedade mais justa. O mercado de trabalho está receptivo a esses profissionais e se você gosta de ensinar e de lidar com pessoas, pode se sentir bastante realizado nessa área.

Se você acredita no potencial que a educação tem em transformar a sociedade, o curso de Educação Especial pode ser perfeito para você. A Unoesc acredita no potencial transformador da educação e possui mais de 50 anos de experiência transformando vidas e criando futuros! A maior faculdade do Oeste de Santa Catarina oferece aos estudantes cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC) por preços acessíveis.

Conheça agora a graduação de Educação Especial da Unoesc e prepare-se para atuar nessa área.

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